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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A VOZ DOS OPRIMIDOS DA VENEZUELA

“Maria, Maria. É um dom, uma certa magia...”, Diz a canção.
No mundo há tantas Marias, que não as podemos contar... Diria o poeta.

   São tantas e tão naturalmente presentes em todo o mundo, que a palavra ganhou materialidade, tomou forma, até confundir-se com a própria figura da mulher, incorporando sua natureza, seu ser, sua alma. Dizer Maria é dizer Mulher. É fácil entender essa universalidade e essa identidade se nos reportarmos ao ícone maior que deu origem a tamanha profusão de homônimos e ao simbolismo que nele divisamos, de coragem, perseverança, altruísmo, fé, amor.
      Recentemente, foi uma Maria que surpreendeu o mundo ao erguer a voz para denunciar as violações aos direitos individuais e às liberdades públicas em seu país, a Venezuela. Eleita em 2010, com a maior votação do país, a deputada María Corina Machado, uma indomável líder dos protestos contra o regime autoritário de Nicolás Maduro, já tem uma longa história de enfrentamento aos caciques bolivarianos. Em 2012, precisou de menos de três minutos, no plenário lotado do Congresso, para desconcertar Hugo Chaves, a quem acusou de “expropriar e roubar propriedades privadas”, convidou para um debate público e sugeriu que entrasse no mundo real: “Diga a verdade à Venezuela. Aqui há uma Venezuela decente”. (1)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

ESTUPRO ou SEXO SURPRESA?

(Por: Telma Tulim - Ver Quem Somos)

 Nunca pensei que escreveria sobre esse crime horroroso, sob um prisma assim!!  Vejo que a  criatividade  delituosa  não  tem  limites.

  Notícia como essa que vimos na última semana, onde  alunas  travam uma luta contra a violência sexual em Universidades por todo o país, criando grupos de apoio para se sentirem protegidas e acolhidas, me remete a um passado distante. Tempo em que apenas o instinto (e não a razão) conduzia os seres humanos.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

MULHERES DESTEMIDAS MOSTRARAM SUAS FACES, ENQUANTO AQUELE MÉDICO SE ESCONDEU EM DISFARCES...

(Por: Telma Tulim - Ver Quem Somos)

  Uma mulher teve que vestir-se de coragem para denunciar um poderoso médico... Quem de nós seria tão irreverente?     Não sei o nome dessa aguerrida mulher, mas é preciso homenageá-la,  foi ela quem deu o primeiro passo para que outras e muitas outras viessem a público, mostrassem também seus rostos e pudessem contar suas histórias de pânico!   Certamente sentiram-se constrangidas,  envergonhadas, humilhadas  em  seus  mais  íntimos  sentimentos.  Será que seus maridos, companheiros e familiares acreditaram nelas desde o princípio, afinal ele era um profissional de muito sucesso, com uma reputação inquebrantável?   Soube que, após a revelação,  a maioria teve a família desfeita e uma delas perdeu até o desejo da maternidade.   Muitas vidas mudaram de rumo após o “tratamento” com o médico famoso, poderoso - um “Deus” - como ele mesmo se descreveu a algumas de suas vítimas. Foi preso, condenado e mesmo tratando-se de um crime elencado na Lei dos Crimes Hediondos, em que as regras são mais severas, ele obteve o benefício da liberdade condicional.  E livre, foi viver em outras paragens, usando o dinheiro que ganhou com suas práticas criminosas.  Escondeu a própria cara em disfarces, enquanto suas vítimas mostraram suas fisionomias  para toda a sociedade brasileira.  Ele declarou que, para ele, suas vítimas não tinham rosto. Em resposta elas dizem:  temos sim. Temos rostos, sentimentos, vidas, histórias...
  E agora?  Será que a Justiça Brasileira vai permitir novas regalias?  Os famosos advogados estão trabalhando para isso, já estão divulgando que o julgamento ainda não transitou em julgado, ou seja, que o processo penal ainda terminou, ainda há  recursos, apelações...    Muitos capítulos ainda virão e com eles, talvez decepções públicas.    Mas, é preciso que todas as vítimas se revistam da mesma audácia  daquela primeira mulher e venha denunciar, já estão denunciando.   VENHAM... VENHAM... Contem suas histórias... mesmo que elas sejam horríveis, para que outras não sejam vítimas de criminosos como esse, que se escondeu em sua profissão de sucesso e cujo nome me recuso a escrever aqui. Ao Judiciário Brasileiro fica a súplica desesperada da sociedade, principalmente das mulheres:  ANSIAMOS por JUSTIÇA.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

QUER TROCAR DE MARIDO?

(Por: Telma Tulim - Ver Quem Somos)

  SURPRESA. Esse foi o meu sentimento quando ouvi a história de dois casais que chegaram  à Delegacia da Mulher naquela manhã.
  Vieram juntos, os quatro. Duas mulheres morenas, um dos homens era albino (branco, quase vermelho)  o outro negro (até parecia o Pelé). Sentaram-se à minha frente e só as mulheres falavam.
  -“ Doutora, eu e minha vizinha estávamos cansadas dos nossos maridos e por isso resolvemos trocar. Eu ficaria com o dela e ela com o meu. “
  Incrível a capacidade de articulação e convencimento daquelas duas mulheres. Fizeram assim:  quando uma sabia que a outra estava sozinha, dizia ao próprio marido que a vizinha precisava de um conserto no varal e ele ia em socorro dela...
  Dias depois, a outra é quem usava desse artifício, dizendo que a vizinha precisava de ajuda para a troca de uma lâmpada.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

"O FAMOSO CARRO PRETO": O EXTERMÍNIO DE CRIANÇAS DE RUA, NAS CIDADES TURÍSTICAS

(Por: Karina Kramer - Ver Quem Somos)

"O famoso carro preto" é assim que são conhecidos os veículos utilizados por grupos de extermínio, encarregados de promover "a limpeza" das grandes cidades. É a chamada "limpeza para inglês ver", para que os turistas não se deparem com a miséria humana ao longo das ruas dedicadas ao comércio e ao lazer.

Assista o recente documentário produzido pelo jornalista dinamarquês Mikkel Keldorf Jensen, que veio para o Brasil especialmente para fazer a cobertura da Copa do Mundo. Ele se preparou bem para vir aqui: estudou português, pesquisou sobre o país e veio para cá em setembro de 2013, no entanto, após seis meses de reportagem, decidiu nas vésperas do Mundial, ir embora, chocado pelas denúncias de extermínio de crianças de rua. No seu documentário, intitulado "O preço da Copa do Mundo", há relatos estarrecedores sobre o extermínio de crianças numa das cidades mais violentas do país, Fortaleza. Famosa por sua beleza e seu turismo, Fortaleza também ganha o título da sétima cidade mais violenta do Brasil. E, é nessa cidade o principal cenário dos depoimentos colhidos pelo jornalista Mikkel Jensen. 

segunda-feira, 23 de junho de 2014

COMO UMA MÃE SE PERMITE INFLUENCIAR ASSIM !!!

(Por: Telma Tulim - Ver Quem Somos)

  Foram muitas as visitas daquela senhora à Delegacia de Defesa da Mulher.    Aquela mãe estava desesperada, já não sabia mais como se relacionar com a filha de 16 anos.  
  A jovem, uma moça muito bonita,  fugia constantemente do lar, passava dias e noites fora de casa e depois retornava como se nada tivesse acontecido.
  Boletins de Ocorrências  eram registrados... A mãe, a família, os vizinhos e a Polícia procuravam, mas ninguém conseguia encontrá-la.
  Depois de algumas vezes, descobrimos que a jovem pegava carona na rodovia, ora com veículos pequenos, ora com  grandes caminhões... parava  onde queria, em cidades próximas ou mais distantes e ali permanecia em algum prostíbulo.
  Quando resolvia voltar para casa, o fazia sem muita preocupação, deixando todos muito preocupados.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

TEMPO RECORDE ENTRE A DENÚNCIA E A PRISÃO!

(Por: Telma Tulim - Ver Quem Somos)

  Segunda Feira,  8 horas da manhã, cheguei na Delegacia e já fui me preparando para o início dos trabalhos quando recebi, em meu gabinete, uma professora do ensino fundamental de uma das escolas da cidade. Ela estava desesperada, dizia desconfiar que uma de suas alunas, de 11 anos de idade, estivesse grávida.   
  Relatou ter dito à aluna: - Acho que tem um bebê dentro da sua barriga.
  A menina gordinha,  boazinha, quietinha... - colocando as duas mãos na barriga - respondeu: - Ééééé?

sábado, 31 de maio de 2014

EM QUE ARAPUCA ALGUMAS MULHERES SE METEM E NÃO CONSEGUEM, SOZINHAS, SAIR!!!

(Por: Telma Tulim - Ver Quem Somos)

  Desejo contar, pouco a pouco, algumas passagens que vivenciei em mais de duas décadas dentro de Delegacias, Plantões Policiais ou abordagens de rua. O intuito é ALERTAR e dar poder às  pessoas para que  DENUNCIEM qualquer agressão que vejam ou sintam na própria pele. As vítimas  precisam saber que não estão sozinhas.
  Trabalhei em diversas cidades paulistas: Queiroz, Sorocaba, Espírito Santo do Pinhal, São João da Boa Vista, São Roque, Paraguaçu Paulista, Assis e Tupã.
  Para resguardar os envolvidos, contarei as  histórias mas não citarei nomes, épocas ou a cidade onde os fatos ocorreram.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

DONA DE CASA PODE RECOLHER INSS PARA TER DIREITO A BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS




Lei 12.470/2011  possibilitou à dona de casa, de baixa renda, contribuir com a Previdência Social e garantir os principais benefícios previdenciários como aposentadoria por idade, por invalidez, auxílio-doença, pensão por morte, salário maternidade e auxílio-reclusão, exceto a aposentadoria por tempo de contribuição.
A aposentadoria por idade (um dos benefícios a que terá direito) se dá aos 60 anos (se mulher) com no mínimo 15 anos de contribuição.
Não só a dona de casa pode filiar-se ao Regime Geral de Previdência Social como segurado facultativo, mas qualquer pessoa maior de dezesseis anos de idade que não exerça atividade remunerada tais como o estudante, o síndico de condomínio não remunerado, o desempregado (até que encontre outro emprego), o bolsista ou estagiário, o presidiário que não exerce atividade remunerada, dentre outros.
Informe-se em sua prefeitura e faça o cadastro.

SER MÃE, MILITANTE, LÍDER COMUNITÁRIA, TER QUE TRABALHAR PARA SOBREVIVER E NEGRA


Como dar conta de tudo isso em um País que "finge" operar na igualdade? Levantando a cabeça e mostrando a todos que ser uma boa mãe é uma obrigação; ser militante, se fazendo ouvir; brigar pelo povo independente de raça, credo e classe social; conquistar seu espaço dentro do mercado de trabalho provando que não existe cor para a competência com trabalho sério; e gritar a todos "Sou negra, CONSEGUI!!!!!"

Roseli Geraldo
Roseli Geraldo, 45 anos, 4 filhos, solteira, Líder Comunitária em defesa de uma melhor qualidade de vida para as comunidades carentes, Secretária Parlamentar em defesa ao acesso das pessoas aos órgãos governamentais, Militante Tucana em defesa do espaço das mulheres dentro do partido e participante do Tucanafro.

NÃO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES


A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) foi batizada assim em homenagem à farmacêutica bioquímica Maria da Penha, que ficou internada por quatro meses devido a um tiro disparado pelo ex-marido, que a deixou paraplégica. O caso ganhou repercussão e, apesar da morosidade da Justiça, resultou na criação da lei, principal ferramenta jurídica de defesa das mulheres vítimas de violência.
Segundo dados do último Mapa da Violência realizado pelo Instituto Sangari, os homicídios de mulheres no Brasil apontam que é principalmente no ambiente doméstico que ocorrem as situações de violência contra a mulher. A taxa de ocorrência no ambiente doméstico é 71,8%, enquanto em vias públicas é de 15,6%.
A violência física contra a mulher é predominante (44,2%), seguida da psicológica (20,8%) e da sexual (12,2%). No caso das vítimas que têm entre 20 e 50 anos de idade, o parceiro é o principal agente da violência física. Já nos casos em que as vítimas têm até 09 anos de idade e a partir dos 60 anos, os pais e filhos são, respectivamente, os principais agressores, de acordo com dados do mapa da violência.
Como amparo e orientação a essas mulheres vítimas de violência, o governo federal possui uma central de atendimento gratuita - “Ligue 180”, que funciona 24 horas por dia, de segunda a domingo,

MULHERES, APODEREM-SE DOS SEUS DIREITOS e libertem-se do domínio físico e emocional.

Daniela Altino Lima Morato
Advogada Pós Graduada em Direito Previdenciário. Presidente do Conselho Municipal da Mulher de Piracicaba – CMM. Diretora Secretária da Associação dos Advogados Criminalistas de Piracicaba e Região - AACRIPIR

DIREITOS RECONHECIDOS

Se você quer ter direitos reconhecidos, junte-se a nós e lute por eles. Olhe à sua volta e veja que sempre há o que postular em prol do bem comum. Seja voz, seja presença e não tenha medo de ser a "árvore que dá frutos", pois as pedras que, por acaso, possam te atingir, não doerão tanto quanto a omissão.

Tatá Moreira
Brasileira, divorciada, bacharel em Direito. Advogou de 1977 a 2010. Ex Presidente da Associação dos Advogados de Piracicaba - 1995/2010. Foi membro do Conselho Coordenador das Entidades Civis de Piracicaba, Condema, Comissão da Criança e Adolescente (OAB/Piracicaba), presidiu a Comissão de Eventos (OAB/Piracicaba), gestão Dr. Carlos Avancini.

A CEREJA DO BOLO...

     Podemos aproveitar este espaço para tratarmos de  assuntos pertinentes às  mulheres, dentre eles  seu empoderamento político. As mulheres estão cansadas de serem coadjuvantes em campanhas políticas masculinas,  nas quais são usadas como assessoras, secretarias e “enfeites” em mesas de discussão. Os partidos políticos assumiram a cota das mulheres,  mas são extremamente econômicos em dar recursos materiais, e tempo de televisão para suas candidatas, dificultando que as candidaturas femininas prosperem.     
     Com novo processo eleitoral à vista, sonho ver mulheres,  donas de seu destino, galgando postos de comando e decisão e também fazendo parte não só da operação das campanhas políticas, mas também decidindo os rumos do novo governo e sinalizando as políticas publicas que interessam ao seu segmento.     
      Somos 52% do eleitorado nacional, não somos a cereja do bolo, somos mais  da metade dele e merecemos além de respeito o direito de participar dos rumos da história deste país que deve ser construído por homens e mulheres. 

Margarete Barreto
Professora da Escola Superior de Advocacia da OAB-SP. Formada em Direito, com especialização em Direitos Difusos  e Coletivos pela Escola Paulista do Ministério Público de São Paulo. É delegada desde 1993, sempre praticando uma conduta ética por uma polícia mais humana, próxima da sociedade e, especialmente, respeitando as minorias.