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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

CRISE HÍDRICA: "CRÔNICA DE UMA MORTE ANUNCIADA"

(Por: Karina Kramer - Ver Quem Somos)

  


   O livro de Gabriel García Márquez, publicado em 1981, "Crônica de uma morte anunciada", nunca foi tão atual. É bem apropriado para traduzir a atual crise no abastecimento de água. A obra de García Márquez conta, na forma de uma reconstrução jornalística, a história do assassinato de Santiago Nasar pelos irmãos Vicario. Santiago, acusado de desonrar Ângela Vicario tinha sua morte como certa. Toda a localidade fica sabendo antes da vingança iminente, mas nada salva Santiago de seu trágico destino, anunciado logo à primeira linha do romance. O jovem Santiago Nasar foi morto a facadas pelos irmãos de Ângela, os gêmeos Pedro e Pablo. 

  Há pelo menos cinco anos, o governo do Estado de São Paulo, estava ciente, ou deveria estar, da iminente crise no abastecimento de água da quarta mais populosa metrópole do mundo, com 19,890 milhões de habitantes. Contudo, o ranço da trilogia: má gestão, falta de planejamento e falta de transparência, que não é apenas privilégio do Governo do Estado de São Paulo, mas, atinge todo Brasil, especialmente o Governo Federal, falou mais alto, e não impediu a concretização da "calamidade anunciada".

sábado, 31 de maio de 2014

FLORADA DA SAKURA, NO JAPÃO: UM CAPRICHO DE DEUS

  (Por: Karina Kramer - Ver Quem Somos)
  Em abril de 2012, tive o prazer de visitar o Japão num dos períodos mais encantadores do país, a Primavera, estação onde ocorre a Florada da Sakura, e agora, quero compartilhar com vocês.
  É um privilégio enorme estar no Japão durante a primavera e, assim, acompanhar de perto um movimento que mobiliza o país inteiro: a florada da sakura. Todos os dias, os telejornais anunciam a situação em que se encontra a intensidade do desabrochar das cerejeiras em cada região do país. Existe um ranking da sua floração, que vai da mais intensa até as incipientes, sinalizando, então, para o público qual o dia exato do ápice da florada em cada parque, templo ou santuário do país. O turismo interno que segue a “rota da sakura” é intenso no Japão inteiro.

LIMA, PARIS: O QUE TEREMOS PELA FRENTE NOS ACORDOS INTERNACIONAIS PARA MUDANÇAS CLIMÁTICAS

(Por: Josilene Ferrer - Ver Quem Somos)

  A Conferência das Partes (COP) (ou ConferenceofParties) é o órgão supremo para tomada de decisão das convenções da ONU, no caso da Convenção do Clima essas reuniões denominadas como COPs são realizadas desde 2005, a partir da sua ratificação. Desde então,acontecemanualmente para decidir a implementação de compromissos e quaisquer outros instrumentos legais que venham a ser definido neste âmbito.

DESASTRE ECOLÓGICO: O EXTERMÍNIO DAS ABELHAS

(Por: Karina Kramer - Ver Quem Somos)






















  As abelhas do mundo todo estão morrendo por causa dos agrotóxicos. Sabe o que isso significa? O fim da humanidade. A lógica é simples: uso de agrotóxicos + morte das   
abelhas = fim da polinização dos alimentos.
  De acordo com o relatório da ONU de 2010, as abelhas são responsáveis pela polinização de 71 das 100 colheitas que alimentam e vestem a humanidade. Entre essas culturas estão as de amêndoas, frutas (incluindo cítricos), verduras, algodão, sementes de forrageiras, como alfafa, e oleaginosas, como girassol e canola.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

FALTA DE ÁGUA É O MAIOR PROBLEMA?

(Por: Josilene Ferrer - Ver Quem Somos)

  O que é pior? Falta de chuvas, ameaça de escassez de água ou falta de ações práticas para a gestão efetiva dos nossos tão propagados recursos hídricos? A palavra “gestão” indica gerenciamento e na administração pública deveria pressupor planejamento e execução efetiva. Tal palavra,tão surrada e repetida na área ambiental, poucas vezes reflete o seu significado na prática, e mereceum certocuidado ao ser usada. Infelizmente!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

É HORA DE ECONOMIZAR

  O culto ao desperdício fomentado pelos atuais padrões de consumo compromete nossos recursos naturais, tornando o lixo um dos maiores problemas da humanidade, neste século.
    
   O poder público deve disciplinar e dar o exemplo, com políticas de combate ao desperdício, concessão de benefícios fiscais e linhas de financiamento para fomentar ações e empresas que atuam nesse segmento. Ao empresariado, cabe produzir mais com menos. Cabe à população aprofundar seus conhecimentos sobre o tema e inserir o consumo sustentável em suas práticas cotidianas.
  Resíduos representam uma enorme perda de recursos, sob a forma de materiais e de energia. Se valorizarmos adequadamente os materiais, aumentaremos o seu tempo de vida no circuito de consumo.
   Sendo assim, é atitude de cidadania praticar a política dos 3R’s, ou seja, reduzir, reutilizar e reciclar. Prioritariamente é necessário reduzir a produção de resíduos, em segundo lugar, reutilizar, isto é, fazer com que um produto seja usado mais do que uma vez, para o mesmo fim ou para o outro. Também devemos contribuir para a reciclagem dos resíduos, ou seja, recuperar e regenerar diferentes materiais de modo a originar novos produtos.
   O olhar mais atento de cada um de nós pode fazer grande diferença no dia-a-dia e questões do cotidiano, partindo da realidade local do indivíduo, podem modificar as relações homem/natureza, melhorando a qualidade de vida da coletividade. 

Nancy Ferruzzi Thame

Formada em Agronomia pela Escola de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ-USP e em DIREITO, pela Instituição Toledo de Ensino. Pós graduada em Gestão Ambiental (USP), em Técnicas de Treinamento em Engenharia Agrícola (Sociedade Agrícola Alemã) e cursa Ciência Política (FESPSP). Empresária, professora universitária, atua na área política na questão de gênero e com adolescentes

O FUTURO QUE QUEREMOS

É cada vez maior a preocupação da população mundial com o meio ambiente, em virtude dos efeitos visíveis de desequilíbrios provocados pelo homem na natureza.
A Rio+20, Conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável ocorrida em 2012, no Rio de Janeiro, celebrou os 20 anos da Cúpula da Terra (Eco-92) e os 40 anos da Conferência de Estocolmo, esta última foi a primeira Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. Nela foi produzido um documento final com 19 princípios que estabeleciam as bases para uma nova agenda ambiental.
Na Rio+20 novos desafios foram estabelecidos: erradicação da pobreza, promoção da governança mundial e estabelecimento dos caminhos para a chamada “economia verde”. No preâmbulo, bastante difundido mundialmente, o documento trouxe o nome: O Futuro que Queremos.
Recentemente a ONU divulgou sugestões de dez metas que todos os países deveriam alcançar para garantir o desenvolvimento sustentável:
1. Erradicar a pobreza extrema e a fome;
2. Alcançar o desenvolvimento global dentro dos limites planetários;
3. Garantir aprendizado efetivo a crianças e jovens;
4. Alcançar a igualdade de gêneros, inclusão social e direitos humanos;
5. Alcançar saúde, bem-estar para todas as idades;
6. Melhorar os sistemas agrícolas e aumentar a prosperidade rural;
7. Tornar as cidades mais inclusivas, produtivas e resilientes;
8. Controlar as mudanças climáticas e garantir energia limpa para todos;
9. Proteger os serviços ambientais, a biodiversidade e a boa gestão dos recursos naturais;
10. Ter uma governança voltada para o desenvolvimento sustentável.

Elaborada por um grupo internacional de especialistas de diversas áreas, a proposta, ainda superficial, faz parte dos chamados Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, que poderão entrar em vigor a partir de 2015, substituindo os atuais objetivos do milênio.

BRASIL: MUDANÇAS CLIMÁTICAS E AQUECIMENTO GLOBAL

As emissões de carbono do Brasil são ao redor de 2,5% das mundiais: quase 25% são procedentes da indústria e da agricultura modernas e 75% da agricultura tradicional, da conversão de uso na fronteira agrícola e das atividades madeireiras ineficientes e/ou predatórias.
No protocolo de Kyoto, as metas de redução de gases não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados de redução para os 38 países que mais emitem gases, o protocolo prevê ainda a diminuição da emissão de gases dos países que compõe a União Européia em 8%, já os Estados Unidos em 7% e Japão em 6%. Países em franco desenvolvimento como Brasil, México, Argentina, Índia e, principalmente, China, não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.
Segundo a proposta defendida pelo Brasil, na COP-19, em Varsóvia, as metas de redução das emissões de cada país seriam definidas levando em conta não apenas as emissões atuais de gás carbônico, mas também quanto o país emitiu desde o período pré-industrial.
Por essa conta, países desenvolvidos que vêm poluindo há mais tempo teriam que assumir metas maiores do que nações em desenvolvimento, como Brasil e China (maior
emissor do mundo atualmente), cujas emissões são mais recentes.
“Os dados do PBMC (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas) trazem alertas e indicam caminhos para que o Brasil dê sua contribuição na luta contra as mudanças climáticas. Escolher fontes de energia renováveis, continuar reduzindo o desmatamento até zerá-lo e aperfeiçoar sua infra-estrutura de transporte são alguns passos fundamentais nesse sentido aponta Renata Camargo, coordenadora políticas públicas do Greenpeace”. (CAMARA, 2013).


Nancy Ferruzzi Thame

Formada em Agronomia pela Escola de Agricultura Luiz de Queiroz - ESALQ-USP e em DIREITO, pela Instituição Toledo de Ensino. Pós graduada em Gestão Ambiental (USP), em Técnicas de Treinamento em Engenharia Agrícola (Sociedade Agrícola Alemã) e cursa Ciência Política (FESPSP). Empresária, professora universitária, atua na área política na questão de gênero e com adolescentes