Sobre a polêmica redução da
maioridade penal, sugiro também CPI para filho de político corrupto, e
empresário 'propineiro', desde o berçário, sob o título de prevenção do DNA do corrompimento
à moral. Cerceando, assim, desde cedo, os futuros aprendizes da arte de
enganar. Filhos e netos dos donos de empreitas trapaceiras, já nascem, por
exemplo, devendo para os cofres públicos do Brasil.
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segunda-feira, 6 de abril de 2015
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
CRISE ENERGÉTICA NO BRASIL: SÓ NOS RESTA “REZAR PARA SÃO PEDRO”
A iminente crise energética pelo qual o Brasil irá passar, já virou motivo de piada lá fora. Saiu no The Economist que a nossa única saída será "praying to St. Peter", ou seja, ”rezar para São Pedro”. Essa recomendação nos foi dada pela revista The Economist, em matéria publicada no último dia 15 de fevereiro. Na verdade, o que parece ser uma ironia, talvez seja, de fato, nossa única alternativa.
Foi publicado no jornal O Globo, no último dia 28 de fevereiro, que de acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível dos reservatórios das Regiões Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por 70% da capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN), estava em 34,6%, quase o mesmo patamar da média de março de 2001, ano do racionamento de energia elétrica no Brasil, que foi de 34,5%.
SEMINÁRIO CONTRA A CORRUPÇÃO: UMA AULA DE BRASIL EM VÁRIOS SENTIDOS
Antes de começar a escrever sobre o Seminário Internacional contra a Corrupção, realizado na Câmara Federal em 19 de março preciso, sob pena de não dar conta de prosseguir, dizer duas coisas: da gratidão do convite que me foi feito pelo deputado Mendes Thame; e do grande orgulho em saber que meu nome consta do “caderninho” dessa figura especialíssima da política brasileira. Chama atenção a demonstração sincera de carinho, respeito e admiração que as grandes personalidades, que abrilhantaram os painéis de discussão, têm pelo deputado Mendes Thame, presidente do Capítulo Brasileiro do GOPAC – Organização Global de Parlamentares contra a Corrupção e coordenador do Seminário. Impressionante como ele é considerado!
Feito o desabafo e querendo que os que não foram ao Seminário tenham, no mínimo, uma noçãozinha do que lá se tratou, tomo a liberdade de transcrever alguns de meus apontamentos, fruto de uma velha mania de anotar o que as pessoas interessantes dizem.
O GIGANTE E A BOLA
Já fomos chamados de país do futebol, do samba, da caipirinha, o país do jeitinho. Todos esses adjetivos encerram em si uma única característica, a alienação. Nós últimos tempos, graças às manifestações ocorridas em junho do ano passado, recebemos um título que gosto muito, o de “Gigante Adormecido”. Ele nós dá a esperança de acordar, e também nós dá um certo orgulho, o de ser um Gigante, não apenas pelas nossas dimensões físicas, que são continentais mas, sobretudo, pela nossa força, que só existe quando há união. O povo unido, quando imbuído de seus direitos legítimos, estremece a nação, foi o que aconteceu em junho, as autoridades do país, os gestores públicos e os políticos ficaram boquiabertos diante do súbito despertar do Gigante. Mas, logo trataram de manchar o motivo autêntico que moveu o povo nas primeiras manifestações.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
"TÁ" RECLAMANDO DE QUÊ?
(Por: Tieza Lemos Marques - Ver Quem Somos)
Quando
éramos adolescentes e aparecia alguém diferente e interessante no pedaço,
olhávamos para o sapato do mocinho; dependendo do tipo e da qualidade do
sapato, estava ali “um bom partido” ou não. Essa do sapato era “tiro e queda”.
Mas tínhamos bons amigos de sapato de todo jeito; até os “sem sapato”.
Coisas das garotas de um tempo que já vai largo e nos deixa muitas, mas muitas
saudades!
segunda-feira, 5 de maio de 2014
E, POR FALAR EM POLÍTICA, PRÁ QUE SERVE A POLÍTICA E OS POLÍTICOS?
No meu primeiro mandato como
vereadora, um colega propôs um Voto de Aplauso a uma dupla sertaneja. Exibindo
sorridentes, o diploma que acabavam de receber, um deles disse – bastante
emocionado –, que nunca tinha ido à uma Câmara de Vereadores e nem assistido a
uma sessão; que estava impressionado com o trabalho dos parlamentares e com os
debates ali travados; de alto nível, naquele dia. Disse ainda, que saia dali
convencido de que tudo que ele fazia na vida em sociedade era porque alguém,
como nós – os parlamentares – tínhamos, em algum momento, discutido. E deu como
exemplo o trabalho dele: viajar “por esse mundão” para ganhar dinheiro cantando
Tião Carreiro. Nessa frase, resguardadas as questões culturais, estão
implícitas várias políticas estabelecidas “sabe Deus quando e sabe Deus por
quem”, e que não são percebidas porque já estão incorporadas no nosso
cotidiano.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
MULHER E HABITAÇÃO – UMA RELAÇÃO PERMANENTE
Dos milênios que procederam o
homem moderno, a primeira grande revolução que herdamos foi o da fixação no
território ocasionada pelo desenvolvimento da agricultura. Além do fato de não
se ter necessidade de se deslocar todo o tempo para a manutenção alimentar dos
grupos humanos, a permanência resultou em duas questões – iniciais – e básicas:
a construção de edificações permanentes e a divisão de tarefas, gerando as
primeiras sociedades urbanas.
Dessa maneira, para conversarmos
sobre as relações entre o gênero feminino e seu abrigo coletivo – a casa –
deve-se ter sempre em mente as relações mais amplas que se estabelecem entre os
grupos humanos.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
PETROBRÁS: COMO DESTRUIR UMA GRANDE EMPRESA EM 10 PASSOS
Petrobrás, a menina dos olhos da economia do Brasil. Empresa que é referência mundial. A queridinha da Bolsa de Valores. Suas ações sempre constituíram o maior peso em índices como o IBOVESPA, dada a sua grande importância no mercado de ações, todo bom investidor tem ações da Petrobrás na composição de sua carteira.
As maiores potências do mundo dariam tudo para ter os recursos de petróleo, que a Petrobrás administra em nosso país. No entanto, nosso governo conseguiu a façanha de destruir nossa maior fortuna. Uma ação da Petrobrás em 03/01/2011 valia R$ 24,43, três anos depois, em 27/03/2014, passou a valer R$ 15,57. Em 2010 a Petrobrás ocupava o 12ª lugar no ranking das maiores empresas do mundo. Hoje, em 2014 essa posição caiu para 120ª lugar.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
AS MULHERES E O MUNDO PÚBLICO
Se partirmos do pressuposto de que as grandes transformações ocorrem no espaço público; e se estivermos dispostas a mudar o mundo que se anuncia sombrio e triste, não há outro jeito: precisamos caminhar na direção do espaço público. A despeito do valor e da importância do espaço privado, onde se origina o ser e onde a mulher reinou soberana até praticamente os tempos atuais, a ordem agora é dar o pulo.
O espaço público, apesar dos esforços e das conquistas das mulheres, ainda é um lugar predominantemente ocupado por homens e, portanto, regido por valores masculinos, dentre eles a ousadia, a competição, a racionalidade, a rivalidade, o poder. O homem construiu este mundo movido por tais atributos e continua fascinado pelo poder, poder que, sem medida, tornou-se perigoso e maléfico à toda a humanidade.
Esse mundo que estava por ser, já foi; e a prosseguir assim, sem limites, logo terá sido. E é por essas e outras razões, que precisamos dar o pulo firme, sair do espaço privado e marcar presença no espaço público, lá, onde as coisas acontecem. Sem perder a ternura – porque ternura, cooperação, determinação, intuição, sensibilidade fazem parte da alma feminina –, temos que avançar e avançar é ocupar espaços na vida pública. E ocupar espaços na vida pública é exercer a militância política, é servir no legislativo, no executivo, no judiciário, no partido, no sindicato, no mundo onde as decisões que são tomadas devem mudar, para melhor, a vida das pessoas e o curso da humanidade.
Mulheres, o mundo público precisa de nós!
Tieza Lemos Marques
Assistente social aposentada, jornalista, radialista, vereadora pelo PSDB
em Araçatuba – SP; integrante do movimento de mulheres do PSDB
AS CIDADES E A SUA DINÂMICA
Em tempos eleitorais locais, é comum o encontro de um grande número de propostas para as cidades com eminente caráter de “salvação” e de “redenção” dos amplos aspectos negativos do processo dominante no planeta de crescente urbanização. Afinal, a cidade é um bem ou um mal para a raça humana? E para o planeta? Isto se falarmos em termos puramente filosóficos. No caso concreto das experiências e propostas urbanas apresentadas por políticos, especialistas fora de linhas ideológicas e palpiteiros de uma maneira geral, as coisas tendem para um verdadeiro “samba do crioulo doido” são divulgadas propostas que vão desde a aproximação – imediata – dos empregos aos locais de trabalho, quanto da cobrança do pedágio urbano sem a devida preparação da rede público a de transporte que já se encontra saturada.
O necessário debate urbano que – necessariamente – deve ser acompanhado dos modelos adequados de gestão, dos recursos necessários à sua realização tanto de caráter financeiros quanto orçamentário é importante para a definição e caráter político das intervenções.Da mesma maneira, a mescla de usos e concentração de população de certo tipo, categoria e poder econômico, não pode ser realizado sem que se tenha preparado a sociedade para a aceitação destas mudanças.
Como elemento identificador e qualificador de propostas urbanas está a questão econômica associada às formas de uso e ocupação do solo. Já na década de 70 do século passado, se discutia a apropriação da cidade pelo capitalismo, que transformava os valores relativos ao uso da cidade (culturais e sociais) em valores de troca e em mercadoria (Lefevre, Harvey). Autores publicaram verdadeiros libelos sobre o modo capitalista de organização dos espaços. Sob a ótica das mulheres, nunca o ambiente urbano foi mais agressivo - assaltos, estupros entre outras violências. A saída? Alem das necessárias mudanças culturais, iluminação pública, identificação (por meio da geolocalização das ocorrências policiais) das áreas que apresentam mais perigo. O futuro das cidades está em jogo. Quando vamos participar deste debate?
Helena Werneck
Arquiteta e Urbanista com especialização em Planejamento de Áreas Metropolitanas pela Universidade de Roma - La Sapienza. Professora Universitária e autora do blog gotaspaulistas.wordpress.com. Faz parte da Coordenação Nacional de Mulheres do PPS e do Conselho curador da Fundação Astrojildo Pereira. Foi eleita conselheira do Conselho Participativo da Prefeitura de São Paulo.
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